EPIDEMIAS E PANDEMIAS

Leopoldina Soares

 

Em consequência da Pandemia da COVID-19 estamos a viver, a nível mundial, um momento histórico.

Os primeiros casos, desta doença, foram divulgados no último dia do mês de dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, capital e maior cidade da província de Hubei, na República Popular da China.

Passado um mês, em 30 de janeiro deste ano a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que este surto constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional e, em 11 de março, quando a COVID-19 já tinha alastrado aos cinco continentes, a OMS considerou-a como Pandemia.

Em Portugal, os dois primeiros casos suspeitos foram confirmados no dia 2 de março. O vírus, que de início se manifestou no norte do país, espalhou-se rapidamente por todo o território nacional, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira. O número de infetados tem vindo a aumentar, registando-se até finais de julho 1.600 vítimas mortais.

 

PROFUNDAS ALTERAÇÕES

A Pandemia é caracterizada quando a doença, já em fase de Epidemia, se generaliza pelos indivíduos localizados nas mais diversas regiões geográficas, como num continente ou mesmo em todo o planeta. Nestes casos existe um contágio epidémico intercontinental, de gigantescas proporções letais, capaz de ocasionar profundas alterações demográficas, políticas e económicas.

 

Na Antiguidade, a maior pandemia de que temos conhecimento ocorreu entre 430 e 427 A.C. durante a Guerra do Peloponeso. Foi apelidada de Peste de Atenas ou Praga do Egito, tendo vitimado naquela altura dois terços da população daquela cidade grega.

A Praga de Justiniano ocoreu entre 541 e 750 da nossa era. Foi considerada a primeira pandemia historicamente documentada e o primeiro caso de peste bubónica que vitimou aproximadamente 50 milhões de pessoas, aproximadamente 26 % da população mundial, e mais de metade da população europeia. Originária do Egito generalizou-se pelo Império Bizantino governado pelo Imperador Justiniano, chegando até ao Mediterrâneo.

 

PNEUMÓNICA

 

Mais perto de nós, em 1918 surgiu a gripe espanhola. Desconhece-se a origem geográfica desta pandemia de gripe que assolou todo o mundo entre os anos de 1918-1919. Tudo indica que não teve a sua origem em Espanha mas, dado este país se ter mantido neutral durante a Grande Guerra de 1914-1918, em que participaram todas as outras nações europeias, que impuseram a censura, tal facto permitiu a publicação em jornais espanhóis da informação que era proibida nos outros estados, tendo por isso ficado conhecida como gripe espanhola, gripe pneumónica, peste pneumónica ou simplesmente pneumónica. Um terço da população mundial foi infetada por este vírus e foi a doença infecciosa que causou maior número de vítimas, entre 50 a 100 milhões de mortos em todo o mundo, o que representava cerca de 5% da população mundial. Em Portugal, durante os anos de 1918 e 1919 causou entre 50 a 70 mil mortos.

                                                                  FIM

    

 

  
 
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